Denominda Fórmula, a mostra reúne 13 objectos produzidos entre 2016 e 2018, sendo que 7 são inéditos.

No texto do catálogo da exposição, Raquel Ermida realça a estética do artista, que consegue através da fusão da urbanidade com elementos do universo ancestral da escultura africana. Para a investigadora do Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa.

“O estado de mutabilidade do desenho prende-se com o domínio do ritual e elementos tribais. Interessado pelo potencial metafísico de transformação através da arte, o artista recorre a figurações híbridas de organismos vivos e criaturas mitológicas, fruto de um imaginário próprio que reinventa permanentemente, e que é ao mesmo tempo catártico e regenerador”, escreveu a crítica.

Avança que há um traço consensual à crítica à obra do artista, a de que gosta de dissecar a “condição humana”.

Biografia

Nascido, em 1978, no Huambo, sul de Angola, depois da sua formação em Portugal, o artista regressa a Luanda, cidade onde firma as bases do seu trabalho e monta o seu atelier, em 2000, na sede da União Nacional dos Artistas Plásticos de Angola, na Mutamba, baixa da cidade.

Já participou em exposições individuais e colectivas em inúmeras paragens, para além de Angola: Portugal, Nova Iorque, Alemanha, Itália, África do Sul, Índia, Espanha e Holanda.

Em 2008 foi distinguido como a personalidade que mais contribuiu para as artes visuais em Angola.

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