A exposição denominada “Históricas notícias de traços e pinceladas de Erika Jâmece” retrata rostos de mulheres.

Em declarações à Angop, Erika Jâmece salienta que das 36 obras expostas  17 são inéditas pintadas em 2017 e 19 com participações.

Indica que “pinta o passado, interpreta o presente e faz traços do futuro, sobre o próprio presente e o futuro do seu tempo”.

Segundo a artista plástica, as 17 obras estão pintadas em acrílico sobre folha do jornais e que as outras obras são também com a técnica mista usando o jornal.

Salienta que as obras são também uma retrospectiva do seu trabalho e da sua obra, com jornais de 1999, ano que considera marcante por ter sido o da conclusão do seu curso em artes plásticas.

De acordo com o escritor angolano Gabriel Baguet, “a exposição da pintora angolana percorre vários tempos. O tempo da terra onde nasceu, o tempo das cores quentes onde se inspirou como a terra vermelha de Luanda e o tempo de um devir imaginário que é o que o seu olhar e os seus pincéis pintam”.

Gabriel Baguet refere que as notícias ao longo da história da humanidade marcaram o quotidiano do mundo e continuam a marcar, através dos diversos meios de comunicação, os noticiários, sejam pela via telefónica, móvel, imprensa, radiofónica ou televisiva, “fixam na memória individual e colectiva esse tempo fixado em cada história contada”.

Erika Sena Silva Jâmece, nasceu em Luanda, em 1977, tendo realizado a sua formação nos domínios das artes e da estética em diversas instituições, sendo relevantes as suas passagens pelo Instituto Nacional de Formação Artístico e Cultural (INFAC) e Escola Nacional de Artes Plásticas (ENAP) em Luanda, nos anos de 1996 e 2000.

Em 2006 venceu o primeiro concurso internacional de pintura patrocinado pela Embaixada da Polónia em Luanda.

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