Nas duas últimas sextas-feiras, nos dias 11 e 18 de outubro, Jane Fonda foi detida nas escadas do Congresso dos Estados Unidos, durante um protesto  que exigia mais acção do Governo na luta contra as alterações climáticas.

"Vou estar no Capitólio todas as sextas, faça chuva ou sol, inspirada pelo incrível movimento que a nossa juventude gerou", prometeu a atriz de 81 anos no seu site pessoal. "Não posso mais manter-me quieta e deixar que os nossos governantes ignorarem - e pior que isso, darem poder - as indústrias que estão a lucrar com a destruição do nosso planeta. Não podemos continuar a tolerar isto", acrescentou.

Em entrevista ao Washington Post, Jane Fonda prometeu que vai continuar os protestos durante as próximas 14 semanas, o tempo em que vai estar na capital dos Estados Unidos para as gravações de "Grace & Frankie", série da Netflix.

"Vamos incorrer em desobediência civil e vamos ser detidos a cada sexta-feira”, frisou a atriz ao jornal.

Atriz vencedora de dois Óscares, pacifista, guru do fitness, modelo, feminista e ativista política: Jane Fonda tem passado a sua vida a surpreender com a sua personalidade multifacetada. Aos 80 anos, abriu a sua alma em "Jane Fonda in Five Acts", um documentário dirigido por Susan Lacy, que estreou em 2018, e que mostra uma vida de polémicas, tragédia e autoconhecimento.

Nascida em 1937, em Nova York, Fonda alcançou a fama na década de 1960 como protagonista de "Descalços no Parque" (1967), ao lado do fundador do festival de Sundance, o ator Robert Redford.

A sua carreira avançou mais em 1969 com "Os Cavalos Também Se Abatem", de Sydney Pollack, e ganhou o primeiro dos seus dois Óscares com "Klute" (1971), de Alan J. Pakula.

Mas talvez seja mais lembrada por alguns dos seus trabalhos anteriores, como "Barbarella" (1968), dirigido por seu ex-marido Roger Vadim.

O despertar político de Fonda ocorreu em Paris, onde viveu durante um curto período e viu os protestos em massa de maio de 1968 contra o governo de Charles de Gaulle.

O documentário, de 2018, também mostra o seu papel como líder do movimento contra a Guerra do Vietname, incluindo a sua viagem a Hanói em 1972, quando causou indignação nos americanos ao ser fotografada com as tropas norte-vietnamitas.

Fonda também é percebida como uma ativista pelos direitos da mulher. Aplaudiu realizadoras como Greta Gerwig, Patty Jenkins e Dee Rees, criadoras de filmes aclamados pela crítica no último ano.

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