"Espero que celebrem todos os bocadinhos de quem são hoje", disse a cantora no Greenwich Village de Manhattan.

Amada pela comunidade LGBTQ, que desde o começo da sua carreira a elevou ao estatuto de "ícone gay", Gaga foi aplaudida pelas suas palavras durante o inesperado discurso.

Em junho de 1969, o Stonewall Inn, bar no sul de Manhattan frequentado por gays, lésbicas e transexuais, foi palco de confrontos entre o seu público e a polícia. Os distúrbios começaram na madrugada de 28 de junho e duraram seis dias, iniciando um movimento organizado de luta pelos direitos dos homossexuais.

As gerações anteriores "lutaram para criar um espaço seguro, mais tolerante, para a nossa juventude", disse Gaga, que tem 33 anos e já se identificou como como bissexual.

"Só sair do armário era algo desconsiderado", acrescentou, lembrando que hoje até crianças podem "descobrir e nomear a sua identidade sexual, a sua identidade de género (...) sem ter medo".

Gaga citou, contudo, os desafios que a comunidade LGBTQ ainda enfrenta. "Os ataques contra a comunidade trans estão a crescer a cada dia", disse. "Eu não o vou tolerar, e sei que vocês também não", acrescentou.

Após classificar o governo de Donald Trump como "extremamente opressor", a artista disse aos presentes: "amem-se uns aos outros, elevem a vossa voz e, por Deus, votem,!". "Não se esqueçam de votar!", exclamou.

"Se continuarmos a injetar no mundo esta mensagem de unidade e paixão, imaginem onde estaremos dentro de 50 anos", disse Gaga.

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