Em declarações à Angop, na apresentação do livro, o autor afirmou que a obra foi escrita no Chile em 2017, uma reflexão que homenageia a juventude estudantil angolana no exterior do país, com distintas dificuldades que passam e a persistência em continuar os estudos.

Declarou ser um conjunto de poesias “hermenêuticas” sobre a sociedade angolana, o sofrimento do angolano e africano, associado a vontade de querer vencer.

Disse que foi motivado pela experiência de ter sido estudante bolseiro na república do Chile e pelo gosto à escrita, justificando que apesar dos obstáculos, existe uma realidade inalterável onde todos devem resistir e ultrapassar com coragem

Justificou que a expressão “Sol” deu-se pelo facto de ser a única estrela que é difícil a “mão humana mortal” conseguir usurpar para benefício próprio e sendo um astro que queima, o homem deve usar para beneficiar positivamente a sua vida.

Questionado sobre o estado da literatura angolana, salientou que ainda precisa crescer, uma vez que existem poucos apoios para a publicação de obras literárias, assim como para a formação em literatura.

Encorajou aos jovens escritores a não terem pressa de publicar as suas obras, mas que tenham urgência em aprender a cada dia sobre o que é a literatura, para poder resistir a escala temporária.

João Lara Macuva Hotalala de 32 anos de idade, começou a escrever com sete anos, sendo esta a sua terceira obra. A primeira foi pública em 2011 “Gravidez de um por do Sol”, a segunda “Latidos do Sol”, todas em poesias ligadas a academia.

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