O lançamento do livro, que conta com 1000 exemplares e mais de cem páginas, enquadra-se nas comemorações do dia da Paz e da reconciliação nacional em Angola, levada a cabo pela Embaixada de Angola em Portugal.

Esteticamente, a obra está dividida em três partes, das simples imaginações, da sapiência do presente e a experimentações revisitadas.

Na cerimónia, a apresentadora do livro, Ana Maria Mão-de-Ferro Martinho, referiu que chegou a altura de se fazer um balanço acerca do que de novo  trouxeram os poetas revelados nessa década literária angolana.

A também professora da Faculdade de Letras da Universidade Nova de Lisboa, disse ainda que segue a produção poética de Lopito.

No seu Prefácio, o poeta Fernando Aguiar, refere que  o mesmo exige uma leitura atenta da cultura tradicional.

"A poética de Lopito Feijó, está imbuída de uma africanidade que lhe é inerente existindo inúmeros poemas que espelham a realidade, não apenas angolana, mas, atento ao contexto que o rodeia e infelizmente informa", referiu Fernando Aguiar.

Acrescentou, que o autor reflecte um quadro de conturbações e de tragédia humana, cada vez mais actual e intolerável, com todas as convulsões, violações a vários níveis e migrações nunca vistas nas sociedades contemporâneas.

O autor, João André da Silva Feijó, de seu nome completo, nasceu em Malanje, aos  29 de Setembro de 1963, estudou Direito em Luanda, na Universidade Agostinho Neto (UAN).

Lopito Feijó tem no mercado mais de dez obras literárias dentre elas: "Doutrina", "Me ditando", "Rosa Cor-de-Rosa", "Cartas de Amor", "Marcas Da Guerra", "Andarilho e Doutrinário" e "Imprescindível Doutrina Contra".

Durante a cerimónia estiveram presentes o Embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, membros do corpo diplomático angolano acreditado naquele país luso, escritores, jornalistas docentes e discentes, entre outras individualidades.

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