Trata-se de um romance que, como os anteriores mas agora com mais intensidade, resgata a humanidade dos seres humanos para além das suas contradições e nas relações estruturais, neste caso a contradição entre colonizadores e colonizados.

“Kalunga” é um livro, na opinião do crítico Boaventura de Sousa Santos, o prefaciador, o melhor de todos os que o autor já escreveu até hoje. O mais complexo, o mais sedutor, o mais difícil.

Boaventura de Sousa Santos considera que o autor resgata a humanidade, não só as forças e grandezas como também as fraquezas e misérias.

Manuel Rui nasceu no Huambo a 4 de Novembro de 1941.

Licenciado em Direito, em Coimbra, foi ministro no governo de transição, em 1975, integrando a representação de Angola em organismos internacionais como a OUA e a ONU.

É poeta, contista, dramaturgo, romancista e cronista. Escreveu a letra do Hino nacional angolano e letras de canções de Rui Mingas, André Mingas, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo (Portugal), Martinho da Vila e Cláudio Jorge (Brasil) e outros. Participou em filmes, como figurante e declamando poemas, mas também escrevendo diálogos.

Do espanhol ao mandarim, os seus livros estão traduzidos em mais de 12 línguas. Publicou, em 1977 “ Sim Camarada”, o primeiro livro de ficção angolana pós-independência, é também autor do livro “ Quem Me Dera Ser Onda”, que se converteu-se num clássico da literatura escrita em português.

Foi anda redactor da Revista Vértice, co-autor do suplemento Sintoma e sócio fundador  da editora Centelha.

Figura incontornável das artes e letras angolanas, ao longo da sua vida manteve, sempre, estreita colaboração com diversos jornais e revistas de renome, desde os tempos de Coimbra, no triângulo da Língua Portuguesa entre Angola (Jornal de Angola e Diário Luanda, entre outros), Portugal (Público e Jornal de Letras) e Brasil (Terceiro mundo).

Foi fundador das edições Mar Além, onde se editou a Revista de Cultura e Literatura dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e fundador e subscritor da proclamação da União dos Escritores Angolanos (UEA), bem como da União dos Artistas e Compositores Angolanos e da Sociedade de Autores Angolanos.

A sua vertente literária inclui uma vasta obra de textos de poesia e de ficção, publicados desde 1967 até a presente data.

As suas obras estão traduzidas em umbundu, alemão, espanhol, hebraico, finlandês,  italiano, servo-croata, sueco e russo.

Manuel Rui é autor de:

Obras de poesia

Poesia Sem Notícias

A Onda

11 Poemas em Novembro: Ano Um.

11 Poemas em Novembro: Ano Dois.

11 Poemas em Novembro: Ano Três.

11 Poemas em Novembro: Ano Quatro.

11 Poemas em Novembro: Ano Cinco.

11 Poemas em Novembro: Ano Seis.

11 Poemas em Novembro: Ano Sete.

Assalto.

Ombela

O Semba da Nova Ortografia.

Prosa  

Regresso Adiado Lisboa

Sim Camarada!.

Luanda: Cinco Dias depois da Independência.

Memória de Mar.

Quem me dera ser Onda.

Crónica de um Mujimbo.

Um Morto & Os Vivos.

Lisboa

Rio Seco

Da Palma da Mão

Saxofone e Metáfora

Um Anel na Areia. Nos Brilhos.

Luanda

Conchas e Búzios

O Manequim e o Piano

Estórias de Conversa

A Casa do Rio

Janela de Sónia

Teatro

O Espantalho (Obra inspirada na tradição oral e representado por trabalhadores da construção civil da cidade do Lubango)

Meninos de Huambo.

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