Em declarações à Angop, Mawete Patrício, explicou que a exposição apresenta figuras humanas, máquinas industriais, colagem de jornais e de outros elementos, que resultaram numa fusão de criatividade tratada pela mistura de cores, que identificam o seu olhar sobre o questionamento do passado e presente de Luanda.

O artista descreve-se inspirado pela  composição demográfica da cidade, suas gentes, ruas, obras, hábitos e costumes.

“Luanda, a capital de um país em crescente mudança, mas, ainda, com uma elevada taxa de importação da maioria dos materiais arquitectónicos”, enfatizou.

Nos quadros, expostos até 8 de Janeiro do próximo ano, o artista utilizou uma mistura de cores quentes e frias, com realce para o vermelho, amarelo, castanho e preto, empregando várias técnicas como o acrílico, óleo, madeira e cola na construção das suas obras.

“A (des)construção biónica de Loanda”  é uma demonstração do olhar do artista sobre a faceta emblemática da cidade, em particular, e de Angola em geral, desde a era colonial até aos últimos anos, a que ele chama "tempo das vacas magras”.

Temas como “O preço da Vida”, “Máquinas em produções”, “Requalificação da cidade”, “ Energia e águas”, “ Engrenagem perfeita”, “Zungueira de Luanda”, “Som e música” e “ Máquinas e Petróleo”  dominam a exposição.

Mawete Lázaro Patrício nasceu na província do Cuanza Norte em 1977, formado em artes plásticas, participou em várias exposições, com destaque para “ O poder da cor”-2001, “ Tons e reflexões”-2006, “Expo Kitwanda”-2017 e “Expo experimental”-2019.

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