Falando hoje à Angop, a directora provincial da Cultura, Maria Marcelina Gomes, disse que com esta exposição está a ser materializado o projecto de valorização e divulgação das figuras históricas angolanas.

“Fazem parte da história da humanidade, por isso estamos a levar ao público, principalmente aos académicos e estudantes de vários níveis interessados em saber sobre o passado histórico de Angola, o pensamento de acções reais destas figuras”, ressaltou.

Para ela, Njinga é uma personagem central da história de Angola, pelos seus feitos contra a ocupação e dominação portuguesa, uma figura determinada e defensora da autonomia de Angola.

A também rainha do Ndongo resistiu durante 40 anos a ocupação colonial e ao comércio de escravos no seu reino, tornando-se num símbolo de luta contra a opressão, passando, por isso, a fazer parte do imaginário histórico e cultural de Angola.

A heroína ficou conhecida na Europa, aquando da publicação de Njingha, Reine d'Angola (1769) de Jean-Louis Castilhon, e tem despertado o interesse de historiadores e antropólogos que tentam compreender aquele momento histórico e a política da rainha africana.

Na mesma senda, está igualmente patente uma exposição sobre Aimé Césaire (1913 - 2008) um poeta, dramaturgo, ensaísta e político da negritude.

Além de ser um dos mais importantes poetas no mundo inteiro, inclusive no dizer do líder deste movimento, Aimé Césaire foi, juntamente com Léopold Sédar Senghor, o ideólogo do conceito de negritude, sendo a sua obra marcada pela defesa de suas raízes africanas.

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