No encontro, em que foi apresentada a coordenadora nacional da bienal, Alexandra Aparício, foram afloradas questões inerentes à programação do evento que será realizado no âmbito do acordo assinado entre a República de Angola e a Unesco a 18 de Dezembro de 2018, na sede da Unesco, em Paris.

Para a execução  das actividades programadas, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, destacou a necessidade do envolvimento  de todos os sectores da sociedade,   com particular realce para os quadros do sector, representantes da sociedade civil, artistas, escritores, associações  e grupos culturais, agentes e promotores de espectáculos e jornalistas.

Informou, igualmente, que brevemente irá deslocar-se a Luanda uma delegação técnica da Unesco para se aprovar o programa  de actividades que serão realizadas sob a égide da Bienal da Paz, que contarão com a participação de delegações nacionais, estrangeiras e de representantes da diáspora.

O evento visa envolver os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz, de harmonia e de irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

Pretende-se ainda a criação de um movimento africano que possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

O programa do evento poderá incluir discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e a protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço  do diálogo e da amizade entre os povos.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista á promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

A Bienal contará, igualmente, com o apoio da União Africana, que receberá, na próxima Cimeira de Chefes e Estado e de Governo, a ter lugar em Adis Abeba, em Fevereiro, informações sobre o evento.

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