Numa primeira abordagem com o diplomata rwandês, depois de já ter reunido com outros embaixadores africanos, a ministra destacou a necessidade do contributo e da participação deste país, por se tratar de um evento de capital importância ao nível do continente africano.

Carolina Cerqueira considerou a bienal como uma plataforma de amizade, de concórdia e da promoção da paz, razão pela qual será uma mais-valia a presença do Rwanda, tendo em conta a sua experiência no domínio do alcance e preservação da paz, bem como na miscelânea cultural.

Por seu turno, o embaixador Alfred Gakuba Kalisa, que considerou de excelente as relações bilaterais entre os dois países, manifestou a disponibilidade do Rwanda em marcar presença no evento.

Alfred Gakuba Kalisa avançou que a participação na Bienal faz parte das acções concretas para o reforço da cooperação no domínio cultural, por ser uma oportunidade de mostrar aos angolanos o valor da cultura do Ruanda.

Numa co-organização do Governo angolano, Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), o evento pretende envolver os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz.

Com a Bienal de Luanda, Angola quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

Em cinco dias de actividades, Luanda será transformada num espaço de intercâmbio e de promoção da cultura africana, envolvendo individualidades ligadas às artes, política, sociedade, entre outros.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

O programa do evento incluirá discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e a protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço  do diálogo e da amizade entre os povos.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista a promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

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