De acordo com a ministra, que falava no Fórum dos Ministros da Cultura, no quadro da 40ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO,  o festival vai incluir um simpósio sobre a cultura nacional, com vista a actualização da Política Cultural.

Os participantes, avançou Maria da Piedade de Jesus, deverão ter em conta, de entre outras, as reflexões a volta dos objectivos do desenvolvimento sustentável no que concerne a contribuição da cultura para a paz e o diálogo, as conquistas da Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, a gestão e a utilização responsável do património cultural e dos recursos naturais e a preservação dos ecossistemas.

Em relação a cooperação internacional, Maria da Piedade de Jesus reiterou o apelo lançado no objectivo 17 do desenvolvimento sustentável sobre a necessidade do reforço dos meios para a implementação da parceria mundial para o desenvolvimento sustentável e a revitalizar.

A governante angolana afirmou que o país apoia todas as iniciativas, encorajando as estratégias internacionais, nacionais e locais para o desenvolvimento sustentável integrarem uma dimensão cultural.

Para a ministra, a capacidade dos agentes culturais em produzir e distribuir bens e serviços culturais, em particular os que se relacionam com as expressões culturais menos conhecidas deve ser reforçada.

Maria da Piedade de Jesus adiantou que a Política Cultural reconhece a importância da cultura de diálogo, pois sem a qual qualquer cultura se enfraquece, realçando que o diálogo supõe, naturalmente, a aceitação da diferença e a interacção com as demais culturas.

Devido ao facto de as culturas projectarem sempre no universal, a Política Cultural, de acordo com a ministra, visa à recuperação e à promoção dos valores tradicionais do  país, de maneira a fazer face aos fenómenos de uniformização e de harmonização que são os efeitos da globalização.

“A Política Cultural, enquanto vector da paz para reforçar as relações intercomunitárias e internacionais, promove o diálogo intercultural e interconfissional e a diversidade cultural com vista a apoiar a consolidação da paz e a prevenção dos conflitos e construir comunidades solidárias e resilientes, a luta contra a destruição deliberada do património cultural e o trafico ilícito dos bens culturais solicitando o seu retorno ao país de origem em aplicação das convenções da UNESCO, reforça o turismo cultural que apoia, salvaguarda, promove e valoriza o património cultural”, reforçou.

A segunda edição do Fenacult realizada entre 30 de Agosto a 20 de Setembro de 2014  serviu como ponto de promoção da coesão, unidade e da diversidade cultural de Angola, bem como da preservação e divulgação da identidade nacional.

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