No encontro, que teve lugar na Embaixada do Mali e que contou com a participação de embaixadores, cônsules e o representante do Banco  Africano de Desenvolvimento (BAD), foi prestado uma informação geral sobre os objectivos do encontro cultural regional a favor da paz e o seu estado de organização e de preparação.

Carolina Cerqueira referiu que o evento advém do convite feito ao Presidente  angolano João Lourenço pela Directora geral da Unesco, Andrew Azulay, durante a visita do Chefe de Estado a sede daquela organização, em Paris, em 2018.

Para o efeito foi criada uma Comissão Interministerial coordenada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, para organizar o evento.

Estão previstas a participação e deslocação a Luanda de centenas de convidados que irão expor e dar a conhecer a miscelânea e a rica  cultura africana e da diáspora nas mais variadas modalidades e avanços no domínio da ciência, novas tecnologias e empreenderismo, assim como experiências nacionais e locais a favor de uma cultura de paz, fraternidade e solidariedade.

A ministra sustentou que a iniciativa insere-se no âmbito da diplomacia cultural e da internacionalização da cultura angolana, uma das metas do Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN).

O embaixador da Argélia e decano do corpo diplomático, Larbi Latroch, agradeceu a iniciativa do Ministério da Cultura, considerando que demonstra o bom espírito de colaboração e de comunicação com o Executivo Angolano, justificando o clima de   boas relações de amizade e de cooperação existentes.

Numa co-organização do Governo angolano, Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), o evento pretende envolver os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz.

Com a Bienal de Luanda, Angola quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

Em cinco dias de actividades, Luanda será transformada num espaço de intercâmbio e de promoção da cultura africana, envolvendo individualidades ligadas as artes, política, sociedade, entre outros.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

O programa do evento incluirá discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e a protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço  do diálogo e da amizade entre os povos.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista a promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

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