Carolina Cerqueira, que falava no acto central do Dia da Cultura Nacional, avança a necessidade de os angolanos estarem atentos como forma de se desencorajar “práticas culturais negativas, tais como o casamento precoce, a mutilação genital feminina e a acusação de feitiçaria” dirigida a crianças e idosos.

“A questão relacionada com a acusação de feitiçaria é um assunto bastante sério, que exige estudo por parte do Instituto Nacional de Assuntos Religiosos. Espero que esse estudo comece este ano, para no próximo ano podermos discutir soluções para este sério problema, que aflige grande número de famílias angolanas”, destacou.

A escola, o centro cultural e as igrejas, de acordo com a ministra, devem voltar a incutir nas famílias a promoção e o incentivo ao patriotismo, um valor que precisa de estar omnipresente.

Para a ministra, a promoção do patriotismo nas comunidades ou fora delas, seja no país ou no estrangeiro é essencial, visto que a proximidade com a pátria é um valor inapagável.

O Ministério da Cultura tem ainda em agenda, para o presente ano, a difusão das línguas nacionais, sugerindo que se trabalhe com os meios de comunicação social (rádio, televisão e imprensa), no sentido da valorização da diversidade linguística.

Para a ministra, o Instituto de Línguas Nacionais deve ser reedinamizado, para que apresente um programa sério de valorização do património que são as línguas, a exemplo de alguns países africanos, onde cada cidadão deve aprender pelo menos uma língua nacional.

Este desiderato, de acordo com a governante, deve ser levado acabo através da escola, seja através dos centros culturais, que devem ser espalhados por todo o país, razão pela qual se vai com o Ministério da Educação para a sua expansão, assim como com as delegações provinciais da Cultura para a recolha, identificação e divulgação dos vários instrumentos musicais tradicionais para resgatar muitas das expressões culturais e promover a oralidade tradicional, através da protecção, produção e difusão de obras em línguas nacionais, um  importante mosaico da identidade cultural angolana.

Relativamente a municipalização dos serviços culturais, se pretende levar o activismo cultural a todos os municípios, com a presença de pequenas bibliotecas, de museus e da formação artística em todos os cantos do país.