Philip Roth faleceu na noite desta terça-feira num hospital de Manhattan de insuficiência cardíaca, disse o agente literário, Andrew Wilie, à agência noticiosa Associated Press.

A revista The New Yorker e o jornal The New York Times foram dos primeiros meios a confirmar a morte do escritor, autor de três dezenas de livros, que conquistou em 1998 o prémio Pulitzer pelo seu aclamado romance "Pastoral Americana".

"Pastoral Americana" (1997) integra a trilogia política composta por "Casei com um comunista" (1998) e "A Mancha Humana" (2000).

Roth, que viveu em Nova Iorque e no Connecticut, foi um virtuoso ensaísta e crítico, assim como um agudo observador da sociedade americana.

"Desde o início da sua longa e celebrada carreira, a ficção de Philip Roth explorou muitas vezes a necessidade dos humanos de demolir, de desafiar, de se opor, de separar", disse o Comité do Prémio Pulitzer quando lhe entregou o prémio em por "Pastoral Americana".

Nascido em 19 de março de 1933 na cidade de Newark, New Jersey, neto de imigrantes judeus-europeus da primeira onda migratória que seguiu para os Estados Unidos na primeira parte do século XIX, Roth teve a sua obra associada à comunidade judaica, e muitos dos seus romances refletem as questões de identidade dos judeus dos Estados Unidos.

O escritor foi uma importante referência da literatura do pós-guerra com a universalidade da sua mensagem.

Entre as obras de Roth destacam-se ainda a coletânea de contos "Goodbye, Columbus" (1959), e o romance "O Complexo de Portnoy (1969), que teve grande impacto junto do grande público em 1969, devido às cruas descrições sexuais e à maneira de abordar a vivência judaica.

Philip Roth nunca chegou ao Nobel mas, para além do Pulitzer, venceu outros prémios importantes: um Man Booker International, três prémios PEN/Faulkner, dois National Book Awards, dois National Book Critics Circle e ainda o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura.

Foi depois dos 60 anos que escreveu as suas maiores obras, sempre com os temas do que é ser americano e judeu como pano de fundo.

Em 2012, Roth anunciou que o seu livro "Nemesis", lançado em 2010, seria a última obra da sua carreira, decisão que terá tomado depois de ter voltado a ler todos os seus livros.

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