Segundo o director-geral do museu, Vladmiro Fortuna, as ações da instituição, que recebe uma média mensal de 4.000 visitantes, sobretudo estudantes, estão centradas em investigações "em busca de descobertas que vão atrair” e “enriquecer a exposição permanente".

"Neste particular, temos estado a desenvolver um projeto importante na área da arqueologia para aumentarmos o acervo e melhorarmos a exposição permanente", disse hoje à Lusa Vladmiro Fortuna, em Luanda, no âmbito de uma palestra sobre a chegada de angolanos no Primeiro Assentamento Colonial Inglês na América do Norte, há 400 anos.

Armas feitas em Angola no século XVII, flechas, batuques, algemas de ferro com corrente usadas para prender escravos, grilheta com cadeado, esferas de ferro até 30 quilogramas feitas para impedir a fuga de escravos e panelas de ferro estão entre as 60 peças do museu.

Para Vladmiro Fortuna, o número de peças "ainda é muito reduzido para a dimensão que o museu tem", mas a direção procura “colmatar essa dificuldade com a divulgação do espaço” onde está instalado, “num edifício histórico”, que é um “lugar de memória".

O Museu Nacional da Escravatura de Angola, elevado a património histórico-cultural em 10 de novembro de 1993, está localizado no litoral do distrito urbano do Benfica, sul de Luanda.

"Procuramos tirar um projeto pedagógico desta instituição fazendo um programa virado para alunos e jovens onde procuramos desenvolver sentimentos de amor à pátria e despertá-los sobre as novas formas de escravidão", explicou o responsável do museu.

Vladmiro Fortuna adiantou que o número de visitantes tende a aumentar todos os anos, referindo que nesse domínio o museu "está no bom caminho" para a consolidação do projeto do Estado, que é “a criação de uma instituição vocacionada à investigação e divulgação desta parte muito importante da História de Angola".

DYAS // SR

Lusa/Fim

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