O autor de “Também os Brancos Sabem Dançar” e “O Angolano que Comprou Lisboa” subiu ao palco do Coliseu do Porto, no passado sábado (26), na qualidade de storyteller, uma qualidade que foi desenvolvendo nos seus livros, mas que já lhe estava no sangue, até porque a verdade é que em cada angolano vive um contador de histórias.
As histórias estão por todo o lado, não apenas em algo tão complexo como o casamento. É o comboio que teima em querer sair a horas da estação, o taxista que teima em fazer um digest da sua vida amorosa numa viagem de 10 minutos, o pai que teima que Kalaf é o professor da Blaya... As histórias multiplicam-se, só é preciso saber contá-las.
“Histórias tão verdadeiras que não vais acreditar” foi o mote de mais um ‘Grant’s Stand Together’, um espectáculo que reúne bons contadores de histórias a convite dessa marca de whisky, em noites descontraídas, intimistas e de humor, em Lisboa e no Porto.
Na edição deste ano, o angolano Kalaf voltou a ser um dos convidados, tal como a fadista Gisela João, o cantor Salvador Sobral, Pedro Abrunhosa, Carolina Deslandes, entre muitos outros nomes que valeriam a pena citar. Joaquim de Almeida foi, mais uma vez, o anfitrião das noites de storytelling.
Um sofá, um copo e uma boa companhia, é o quanto basta para fazer brotar boas histórias. O espírito do ‘Grant’s Stand Together’ é precisamente esse, levar ao palco pessoas interessantes que contam histórias em público que, normalmente, só se partilham entre amigos. Objectivo cumprido.
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