Como informa o comunicado enviado, a obra Tsháhua Tsháhuile aborda a dicotomia entre passado e futuro tendo a tradição e cultura Lunda/Tshokwê como pano de fundo.

Segundo o autor, “passando-se a acção [da obra] nos idos anos oitenta do século XX, há referências que não podem ser separadas do contexto dessa época.”

Refere o autor que “aliado às recolhas e constatações feitas por mim durante a estadia por terras das Luandas”, procurou ser “o mais fiel possível aos aspectos culturais e tradicionais da venerável cultura Lunda/Tshokwe tendo, para isso, também recorrido a alguns aspectos da vida daqueles povos reflectidos nas obras de Martins, J.V., Jill Dias, Bastin, M.-L., Henri Breuil e J. Redinha, entre outros”.

“Em toda a parte, desde a tragédia grega, aos quotidianos de uma aldeia perdida nos confins de África, já não tanto misteriosa, indo e estando ou ouvindo e vendo, mais acompanhados que sós, temos os dias contados”, destaca o prefaciador da obra, que a considera um “conto curto que trata, devagar e bem, do comprido da tradição”. Refere ainda que “o tempo passa depressa num livro sem guarda-roupas, sem sala de jantar e para reuniões”, pois “o passado começa a ficar sem pernas e sem fôlego para acompanhar o futuro”. (...) Quem tem a língua e cabeça mais limpa? O paraíso que é o chão do pecado? Ou o inferno que arde de virtudes? Nem um, nem outro. O homem... Um dia, lá estava ele, o Homem, a varrer o pó do chão e as nuvens do céu”, remata o autor do prefácio.

A obra foi escrita entre 1983 e 2017 em Abidjan, Capato, Cape Town, Curitiba, Dundo, Londres, Luanda, Lisboa, Paris, Namibe, Quibala, Rio de Janeiro, Shangai e durante vários voos de longo curso, adiantou o autor.

Luís Rosa Lopes é natural de Luanda, nascido a 1954, no bairro de São Paulo. Fez a sua formação nas cidades de Luanda, Lisboa e Curitiba. Actualmente é oficial superior das FAA na reforma. É também membro da União de Escritores Angolanos desde 1984, e publicou a sua primeira obra