A narrativa sobre as escolhas que se fazem perante a materialização da ideia da própria morte é a de “Os Imortalistas”, de Chloe Benjamin - autora cujo romance de estreia, “The Anatomy of Dreams”, recebeu o Prémio Edna Ferber Fiction Book -, que a editora Planeta vai publicar em Portugal.

A pergunta – no âmago da história - é esta: “Se lhe dissessem a data da sua morte, como construiria a sua vida?”, mas o que daqui deriva é uma história, parte saga familiar, parte tratado sobre mortalidade, destino e livre arbítrio, que confronta o leitor com o dilema sobre se é melhor saber o destino ou deixá-lo acontecer.

A história tem lugar no Lower East Side, em Nova Iorque, no ano de 1969, quando corre a notícia sobre a chegada de uma mulher mística que garante conseguir predizer a data da morte das pessoas.

Quatro irmãos adolescentes consultam a vidente, que lhes diz exatamente o dia em que cada um vai morrer, e essa informação molda a vida de cada um.

As profecias abrangem as cinco décadas seguintes, percorrendo, por isso, acontecimentos históricos, como o início da Sida ou o 11 de setembro, mas também pessoais, como carreira e casamento.

Simon, um dos irmãos, vai para a Costa Oeste em busca do amor, na São Francisco dos anos 1980, Klara é uma mágica em Las Vegas, obcecada com a ténue linha entre a realidade e a fantasia, o mais velho, Daniel, busca a segurança, e é médico do Exército, Varya, a única dos irmãos a quem a velhice é “concedida”, submerge numa investigação sobre a longevidade, na qual põe à prova a barreira entre a ciência e a imortalidade.

Os percursos que seguem, e a forma como os seguem, são reveladores da forma como a predestinação da morte os condicionou, conduzindo-os por um padrão alterado de escolhas de vida.

Para cada um dos irmãos Gold, a autora coloca sempre a mesma questão: morrem na data vaticinada porque é o destino ou porque a previsão os leva a adotar um estilo de vida que os conduz a esse fim?

“‘Os Imortalistas’ sonda a linha ténue entre o destino e a escolha, a realidade e a ilusão, este mundo e o próximo”, afirma a editora, acrescentando tratar-se de um testemunho “comovente do poder da história, da natureza da crença e da implacável atração dos laços familiares”.

Elogiado pela critica literária norte-americana, o livro é descrito como uma “análise do livre-arbítrio e do destino” e uma saga familiar que “explora habilmente o destino versus escolha”, enquanto a autora é destacada pela sua narrativa, “a única magia real”, e pelo “enredo realmente convincente” que criou.

Lançado nos Estados Unidos no ano passado, o livro tem já em preparação uma adaptação televisiva.

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