O facto foi confirmado nesta terça-feira, 14, em declarações à ANGOP, pelo director local da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, José Albano Canombo Manuel.

Segundo ele, o dinheiro que tinha sido disponibilizado pelo Governo da província, cujo montante não revelou, serviu apenas para substituir a cobertura do imóvel, para impedir a infiltração das águas da chuva.

Terminada esta fase, afirmou, esperava-se que as obras continuassem, com trabalhos de reboque e pintura de paredes, recuperação do muro de vedação e colocação de prateleiras de exposição das peças.

Apesar da paralisação da obra, o director da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos considera razoável o funcionamento do museu, uma vez que o mesmo continua aberto ao público.

Além da recuperação do imóvel, outra preocupação, para o bom funcionamento da instituição, tem a ver a falta de equipamentos técnicos para o registo e inventariação do acervo museológico, fotográfico e para pesquisa.

Pretende-se, também, relançar a campanha de sensibilização de recolha de objectos de carácter etnográfico nos cinco reinos da província do Huambo e de recuperação de peças pilhadas ao longo do conflito.

Criado em 1948, o museu da província do Huambo possui, actualmente, pouco menos de mil peças de arte sacra, botânica, antropológica, zoomórfica, etnográfica, arqueológica, 1.413 fotogravuras e obras de pintura.