O facto foi avançado hoje, terça-feira, à Angop, pelo director do Gabinete local da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Jeremias Piedade dos Anjos Nambongue Chissanga, referindo que as obras consistem na reestruturação das paredes e do piso, além da melhoria do sistema eléctrico, colocação de um novo tecto falso e outros trabalhos.

O responsável explicou que, no aspecto físico exterior, as obras não abrangem a retirada das janelas, portas e outros elementos com vista a preservação da imagem arquitectónica da infra-estrutura.

Adiantou que a luta que se segue tem a ver com a transformação do âmbito do Museu Etnográfico, de local para regional, tal como foi concebido, em 1956, pelas autoridades coloniais portuguesas.

Jeremias Piedade dos Anjos Chissanga precisou que a pretensão em transformar o âmbito do museu de local para regional constitui um desafio do Governo do Huambo junto ao Ministério da Cultura, acreditando, deste modo, que o acervo cultural existente permite avançar para a obtenção desse estatuto.

Segundo o responsável, os trabalhos do museu estão a decorrer em simultâneo com a requalificação das estátuas de bronze do fundador da Cidade do Huambo, Norton de Matos, das suas quatro virtudes e outras adjacentes, que estão a consistir na retirada da oxidação.

Salientou que, as obras de requalificação na estátua de Norton de Matos e das respectivas virtudes não incluem a retirada dos sinais de guerra que assolou a cidade do Huambo, estando ainda prevista a colocação, em cada imagem, de um painel informativo, para facilitar que os munícipes e turistas possam documentar-se sobre a sua história.

No mesmo projecto, o gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos esta igualmente a efectuar a requalificação das estátuas de betão, com realce para a da Santa Padroeira da Cidade do Huambo, localizadas na Avenida da Independência, defronte à Sé Catedral, assim como da Rapariga Negra, destruídas durante o conflito armado.

O Museu do Huambo possui, actualmente, 996 objectos de esculturas diversas, desde a caça, pesca, fundição de ferro que representam os usos e costumes da região e mil e 413 fotografias, que retratam a arquitectura civil, militar, religiosas e funerária, desde a fundação da cidade do Huambo em 1912 até 1974.

Localizado no interior desta cidade, o Museu projectado em 1946, foi inaugurado a 11 de Agosto de 1957.

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