A ministra, que fez este pronunciamento no final da apresentação do projecto de requalificação da vila da Muxima e arredores pelo Gabinete de Obras Especiais (GOE), espera que o projecto tenha corpo e seja grandioso, uma vez vai atrair turismo religioso, gerar emprego, transmitir a visibilidade da espiritualidade da alma dos angolanos.
Carolina Cerqueira ressaltou que este exercício de auscultação das propostas e subsídios da população da Quissama, em relação ao programa integrado que vai ter lugar no município, será bem apreciado pela comissão, pois está a permitir colher opiniões, soluções e mais-valia que vão aperfeiçoar o trabalho.
Para a ministra, as contribuições farão com que o projecto vá de encontro com as reais necessidades da população local, tendo em conta que qualquer projecto só ganha corpo se corresponder na prática aquilo que as populações precisam no seu dia-a-dia.
Explicou que o pendor mais importante do projecto é o religioso e que a partir da futura Basílica da Muxima vai se desenvolver o programa integrado que vai ligar o binómio de desenvolvimento cultural, pois se sabe que sem cultura não há desenvolvimento e vice-versa, e a projecção do turismo religioso vai dar outra visibilidade ao município.
O projecto visa a requalificação da Vila, Santuário da Muxima e a construção da Basílica, que será implantado numa área de 90 hectares, dos quais nessa fase de intervenção os trabalhos serão em 40 hectares.
A Basílica será edificado numa área de 18 mil metros quadrados e com capacidade para acomodar na sua parte interna cerca de quatro mil e 600 pessoas sentadas, bem como o seu arranjo urbanístico.
A variante urbana da Basílica incide na construção de uma praça pública com capacidade de peregrinação de 200 mil devotos e outras cinco mil dentro do santuário.
De acordo com o programa de requalificação, os outros 50 hectares restante serão uma zona de crescimento para a infra-estrutura rodoviária em torno do perímetro do projecto.
O projecto trará ainda cerca de 114 mil metros quadrados de áreas de estrada, com uma largura média de 10 metros, e cerca de dez a 12 quilómetros de novas e recuperação de vias, estacionamento para três mil viaturas ligeiras e cerca de 50 mil metros quadrados de implantamento paisagístico.
Também estão acautelados neste programa a construção de um centro médico, administração local, comando da polícia nacional, escola, centro comunitário, edifício do clero, área de loteamento para residências familiares, campo de campismo, edificação de infra-estruturas para áreas dos edifícios de habitação e comércio, estação de energia e de tratamento de água potável e residual.
Localizada à margem do Rio Kwanza, no município luandense da Quissama, o local foi ocupado pelos portugueses em 1589 que, dez anos depois, ali construíram uma fortaleza e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como “Mamã Muxima”.
Para a requalificação foi criada pelo Presidente da República, uma comissão que integram entre outros, pelos ministérios da Cultura (coordenador), da Energia e Águas, da Hotelaria e Turismo, do Interior, do Ordenamento do Território e Habitação e o governo da província de Luanda.
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