Em declarações à Angop, a propósito do número de livrarias existentes em Luanda, Manuel de Sousa referiu ser importante a retirada da taxa de importação de livros, de formas a facilitar a compra, no exterior, e melhorar a qualidade dos serviços das livrarias e bibliotecas.

Segundo o director, uma boa parte das livrarias, até mesmo bibliotecas, apresenta algumas dificuldades para responder os pedidos solicitados por clientes.

Manuel de Sousa lembrou que um livro desempenha várias funções numa sociedade, porque coloca a disposição dos leitores vários temas desde os científicos, económicas, sociais e literários.

O responsável referiu que os altos preços que hoje se verificam na compra dos livros estão ligados, essencialmente, a taxa que se aplica para aquisição dos mesmos no exterior.

Manuel de Sousa deu a conhecer que a Direcção Municipal da Cultura dialogou com os responsáveis de algumas editoras, durante a Feira do Livro realizado na Marginal de Luanda, e ouviu deles as mesmas preocupações sobre a “quebra do negócio” por causa da taxa.

O interlocutor lembrou que até os alfarrabistas, que normalmente vendem os livros usados, também estão com dificuldades para prosseguir com o negócio, pois também para eles as dificuldades são enormes para adquirir os livros.

Segundo o responsável, caso não seja possível retirar a taxa, deve-se  reduzir ao máximo para facilitar quem importa livros para alimentar as bibliotecas das academias, livrarias e bibliotecas.

O director teme que caso o mercado não melhore nos próximos anos, as poucas livrarias existentes também fechem as portas, que seria muito mau para uma sociedade que pretende ter indivíduos intelectuais cada vez mais.

O município de Luanda tem sobre sua jurisdição as livrarias Mensagem,  Irmãs Paulinas, Barquinho e outras três evangelicas.

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