Falando à Angop, o artista frisou que está a procura de novas estratégias de promoção do seu trabalho, porque em relação a produção e distribuição, o mercado nacional está complicado.

“Quando havia patrocínios ou mesmo quando gravávamos na CT1 a custo Zero, já dava, mas hoje tudo se paga e quando não se consegue buscar o investimento primário, torna-se desaconselhável, porque já crescemos e temos famílias para sustentar”, frisou.

Afirmou ter trabalhos já feitos, mas que precisam de dinheiro para masterização, produção e demais encargos.

No actual contexto, disse, um disco pode chegar à banca no valor equivalente a USD 10 (estúdio, masterização, capa, mistura, transporte, entre outros aspectos) e ao vendê-lo ao preço de Akz 1.000,00, o músico sai a perder, até porque o poder de compra actualmente está muito baixo.

Segundo o músico, se tivesse disponibilidade lançaria no mercado 10 mil cópias da sua próxima obra discográfica, mas ao preço actual de venda (mil kwanzas), acredita que o resultado das vendas não compensaria os gastos.

Ironizou que actualmente não existem condições para buscar a cesta básica completa (um novo disco), por isso vai lançando, por enquanto, algumas músicas esporadicamente, porque “falar em disco fica muito caro”.

Com 30 temas já preparados, mas engavetados, o artista Sabino Henda revelou que “Manjata” é o título de uma das músicas de um disco praticamente já terminado nos estúdios “Letras e Sons”, com 12 faixas, mas que por dificuldades financeiras não consegue produzir.

Dos novos trabalhos, disse contar também com participações de companheiros como Cervantes, Joy, entre outras vozes.

Entretanto, o músico Moniz de Almeida reconheceu estar a viver “bons momentos” na sua carreira, apesar da pouca aparição nos palcos luandenses.

“Estou a realizar uma “tournée irmãos Almeida”, que tem 30 espectáculos já agendados, além de que, no final do ano, vou actuar aqui em Benguela”, disse.

O músico informou que viaja no princípio de 2020 em trabalho para Portugal, enquanto para o mês de Fevereiro tem agendado 12 espectáculos, sendo cinco em Moçambique e seis na África do Sul.

Em relação a novas obras, Moniz de Almeida disse não ser para agora. “Vamos ainda sugar o trabalho que os irmãos Almeida fizeram e só depois pensar numa nova produção”, concluiu.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.