O CELA é um órgão vocacionado para a realização das acções programadas e apoio de iniciativas que se inscrevem no âmbito da investigação da literatura angolana e outros domínios conexos, que visa a consagração do carácter institucional, o estudo na sua matriz histórica, memorial e de tradição oral.

Entre os seus objectivos consta ainda promover a compreeensão dos processos que estruturam os imaginários culturais, literários e artísticos das comunidades angolanas.

A inauguração da instituição enquadra-se nas comemorações do Dia Internacional do Escritor Africano, assinalado nesta data (07 de Novembro), instituído pela Organização de  Unidade Africana, em 1992.

Esta data surge para homenagear o importante papel desempenhando pelos escritores africanos na construção de um mundo de paz, tolerância e liberdade.

Para o director do CELA, Abreu Paxi, esta é a concretização de um projecto que vem do tempo de Luandino Vieira, primeiro secretário da UEA, para  cuidar da inventariação e arrumação dos estudos literários angolanos e a consequente promoção dos escritores nacionais.

Referiu que o CELA terá linhas de pesquisa que vão tratar das temáticas transversais dos escritores angolanos, bem como fazer o enquadramento adequado dos autores no tecido cultural angolano e a consequente promoção.

Através deste organismo poderão realizar diferentes encontros como colóquios , congressos e workshops dedicados a um ou vários escritores para que o público tenha conhecimento do papel de cada um deles.

Por seu turno, o Secretário de Estado da Cultura, Aguinaldo Cristóvão, felicitou a UEA pela celebração do Dia Internacional do Escritor Africano e pela inauguração do CELA que visa a produção de estudos literários nacionais.

Apelou ao reforço da unidade entre os escritores do continente e maior disseminação das obras além-fronteiras, para que as obras cheguem a todos com o recurso da tradução.

Já o secretário de Estado das Relações Exteriores, Tete António, destacou o papel que os escritores africanos desempenharam para tornar África num continente livre, realçando ser uma feliz coincidência que esta data se comemora no mês da independência de Angola, que teve à testa um escritor, António Agostinho Neto

Afirmou que o legado dos escritores, que impulsionou a libertação dos seus países, seja passado para a juventude com o intuito de tornar África livre e que o africano se sinta africano mesmo estando fora do continente.

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