Segundo Francisco Bumba, o rendimento dos artesãos baixou, igualmente, para mais da metade. Actualmente, têm um lucro mensal de 100 mil Kwanzas (AKz), comparados aos AKz 300 mil que eram arrecadados no ex-mercado do Benfica, onde os preços das peças variavam entre 20 a 50 mil AKz.

Acrescentou que a realidade actual no Museu da Escravatura é contrária a da então praça do Benfica. Dentre os vários constrangimentos apontou a distância, falta de uma rede de transporte públicos permanente, assim como o elevado custo dos táxis normais e privados.

Estes factores, realçou, contribuem para a queda das vendas e, consequentemente, à redução dos lucros. “A subida do material nos mercados, bem como o fraco poder de compra dos clientes, também, afectam", rematou.

Referiu que, face à redução de clientes (ou da procura) na actual zona de vendas, muitos artesãos optam pela venda virtual, o que afecta a arrecadação de receitas fiscais (governo).

Em face disso, pede às autoridades provinciais para expandirem os mercados de peças de artesanato a nível da província de Luanda, com vista a facilitar e aumentar o volume de vendas.

O artista explicou que Luanda conta apenas com um mercado oficial de artesanato,  localizado nas proximidades do Museu da Escravatura (Belas), o que é insignificante para o número de peças que se produz e as necessidades do mercado, situação que já do domínio do governo da província.

Para o efeito, sugere a criação de outros espaços para venda em Cacuaco, Viana, Benfica, Ilha de Luanda e Maianga, para facilitar, sobretudo, os turistas, tidos como os maiores compradores deste produto cultural.

Francisco Bumba sublinhou que a imagem de um povo reflecte-se na sua cultura. Os artistas têm a missão de contar a História através da arte, por este motivo à Direcção Provincial da Cultura deve continuar a trabalhar para expansão de mais mercados em Luanda e melhoria desta actividade.

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