Segundo à Angop, os músicos na cidade, de forma unânime, destacaram as qualidades do “rei do ndombolo, que até a data da sua morte foi um incontornável ícone do estilo popular Kuduro”.

O kudurista, Show Mike, disse que tudo que faz hoje se inspira em Nacobeta. “Graças a ele consigo escrever músicas e buscar melodias para se despontar em grandes palcos”, apelando para a necessidade de se criar um fundo de pensões para acudir a classe em caso de doenças, como foi o caso do finado cantor.

Tropa 50, outro kudurista, sublinhou que desde sempre admirou a forma de como o falecido Nacobeta desfilava no palco e com demonstrações de músicas que fazia vibrar os seus fãs, para além de ter sido um “bom” produtor.

O coordenador provincial da Huíla da União dos Artistas e Compositores UNAC-EP, Serafim Afonso, exprimiu em nome dos artistas huilanos o seu sentido de pesar, considerando que este vazio vai dificultar o crescimento musical neste estilo.

Para a fonte, os artistas angolanos notabilizados e não só, devem continuar a transmitir a sua experiência neste ramo à nova geração, para melhor manter a identidade cultural angolana, através da música.

O artista havia sido submetido a duas intervenções cirúrgicas na garganta, em 2016, e desde então nunca mais voltou aos palcos.

Com uma carreira artística de mais de 10 anos, o cantor fez sucesso no mercado kudurista na companhia de Puto Português, com quem produziu e publicou vários temas, entre os quais “Wakimono”, “Bababa” e “Mata Cobra”.