A dias de brilharem no palco do Duetos N’Avenida, Ary e Kyaku Kyadaff colocaram em cima da mesa uma série de situações que incomodam vários artistas angolanos. Estes apelaram à criação de políticas que valorizem a sua condição.

Vê-se a posição assumida através de um vídeo filmado aquando de uma entrevista radiofónica ao programa “Compasso Luandense”, no último sábado, partilhado na rede social Facebook pela respeitada radialista Carla Pena.

“Como é que um artista que canta num show importante fora do país e carrega o nome de Angola chega aqui e tem de aguentar uma enorme fila na imigração? Tal como as grávidas e idosos, os artistas também precisam de prioridade. Não estou a pedir falta de cumprimento de medidas protocolares, só estou a pedir prioridade, melhor tratamento...”, começou por dizer Ary.

Kyaku Kyadaff não deixou de dar também o seu parecer.“Isto não tem a ver com vontade própria... Desde o começo da humanidade que o artista faz parte da nobreza e este é um dado que não se pode eliminar”, acrescentou o autor de “Mónica”.

Ainda durante a conversa, Ary realçou que muitas medidas que não se verificam ainda em Angola, já têm acontecido fora do país, facto que têm constactado durante os trabalhos em que participam.

“Este valor que nós estamos a pedir aqui já nos é dado fora do país. Desde o aeroporto ao hotel, e por fim até o regresso à nossa casa, somos muito bem tratados”.

Para finalizar, Kyadaff fez questão de dirigir uma mensagem a quem de direito.

“A organização no sector cultural é fundamental porque a nossa arte acaba por atingir a emoção das pessoas. Nós somos servidores públicos, trabalhamos para muita gente então devem existir políticas públicas culturais que favoreçam a condição do artista. Somos nós que fazemos a cultura!”, disparou o vencedor do TOP dos Mais Queridos 2018 para as instituições que zelam pelo trabalho dos artistas.

De referir que Ary e Kyaku Kyadaff fecham a segunda temporada do projecto musical Duetos N’Avenida com concertos agendados para os dias 28 e 29 de Junho, na Casa 70, em Luanda.

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