Segundo Maló Jaime, Carlos Burity, que faleceu esta manhã aos 67 anos , já tinha estado internado há um mês e estava a recuperar em casa, mas começou a sentir-se “cansado e abatido” e teve de voltar à Clínica Girassol onde acabou por morrer.

“[Carlos Buritiy] deixou um legado muito grande no semba. É um dos maiores artistas do semba em Angola”, salientou Maló Jaime que acompanhava a carreira do artista e promovia os seus espetáculos há vários anos.

Carlos Burity tinha terminado recentemente a gravação de um novo álbum que iria ser lançado este ano.

“Estávamos a pensar depois da pandemia, tínhamos pensado lançar em novembro, mas agora vamos rever tudo”, adiantou Maló Jaime, salientando que vai ser editado a título póstumo “para agrado da família e dos seus fãs”.

O novo trabalho estava em fase de masterização em França e foi gravado em Portugal, sendo produzido por Emanuel Ferreira.

O cantor foi, com Carlitos Vieira Dias e Bonga, um dos principais nomes do Novo Semba em Angola. Iniciou a sua carreira no início dos anos 70 do século passado, e em 1974 gravou, com o Grupo Semba, uma seleção de temas angolanos que ficaram na história da música popular angolana.

Em 1983, Burity juntou-se ao "Canto Livre de Angola", um projeto do cantor brasileiro Martinho da Vila, que o levou ao Brasil com outros nomes importantes da música angolana e com quem integrou o agrupamento Semba Tropical, que viria a gravar um álbum de sucesso em Londres.

Depois de um longo período sem gravar, Burity ressurgiu com um êxito assinalável em 1991, com "Angolaritmo", lançando no ano seguinte o "Carolina", "Massemba", em 1996, "Uanga" em 1998, "Zuela ó Kidi", em 2002; "Paxiiami", em 2006, e mais recentemente, "Malalanza", em 2010.

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