Com um papel em "Mamma Mia! Here We Go Again", um novo álbum com versões dos temas dos ABBA a caminho e um musical na Broadway sobre a sua vida no horizonte, a artista de 72 anos não dá sinais de cansaço.

"Parece que tenho vários novos fãs, jovens. É algo grandioso. Honestamente não esperava", disse à AFP numa entrevista no hotel de West Hollywood.

Para uma geração, a cantora será sempre o ícone da contracultura dos anos 1960, que cantava em parceria com o ex-marido Sonny Bono o sucesso "I Got You Babe".  Mas conquistar novos fãs não é novidade: em 1989 Cher surpreendeu e apareceu de roupa transparente o casaco de couro no videoclip de "If I Could Turn Back Time"; em 1998 a canção "Believe" apresentou a artista para os fãs da música eletrónica.

As versões de ABBA

Cher também tem papéis importantes no cinema, com direito ao Óscar de melhor atriz por "Feitiço da Lua". Depois de passar muito tempo concentrada no seu espetáculo em Las Vegas, este ano a cantora juntou-se a Meryl Streep, amiga de longa data e colega no elenco de "Silkwood", para cantar duas músicas dos ABBA em "Mamma Mia! Here We Go Again".

Em entrevista, Cher frisa que não é uma das protagonistas do filme, pois aparece por pouco tempo, mas para muitos a cantora é o centro das atenções no final da produção. O filme a inspirou-a a gravar o seu 26° álbum: uma coletânea de canções do ABBAa que batizou de "Dancing Queen".

"'Mamma Mia' e 'Waterloo' são muito similares às originais. Não queria modificá-las de jeito nenhum", disse a artista.  O álbum será lançado no dia 28 de setembro.

Com apenas 10 canções para selecionar, Cher explica que optou por uma mistura dos clássicos do grupo com algumas escolhas pessoais, como "Chiquitita", "One of Us" e "Name of the Game".

"Cantar é diferente de ouvir. Uma coisa importante foi tentar manter e essência dos ABBA e tentar-me misturar com ela", completou.

Cher irá fazer uma digressão na Austrália e na Nova Zelândia em breve. No próximo ano, Cher vai dar vários concertos nos Estados Unidos.

Outro projeto é o musical "The Cher Show" na Broadway, que pode render à artista o Tony, o que a faria entrar para o pequeno grupo de vencedores do EGOT (Emmy, Grammy, Óscares e Tony).

"Às vezes adoro o trabalho e às vezes quero apenas fechar os olhos. Há dias assim e o que aprendi é que  simplesmente tens de atravessar e seguir", confessa.

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