Numa enviada ao SAPO, Figueira Ginga, director executivo da Zona Jovem, entidade responsável pelo consagrado projecto musical Duetos N’Avenida, revelou segredos e expectativas em relação ao aguardado concerto de Selda e Mukenga.

Figueira Ginga

O que o Figueira esperava ver no palco da Casa 70 quando decidiu formar a dupla Selda-Filipe Mukenga para o próximo Duetos N’Avenida marcado?

Primeiramente, mais uma homenagem a Filipe Mukenga, desta vez partilhando o palco com uma voz da nova geração, numa passagem de testemunho de diferentes momentos da música angolana. Em segundo lugar, acredito que será uma viagem glamourosa pela obra musical de Filipe Mukenga, pela modernidade estética que representa para a nossa música.

Este concerto tem chance de ir além de apenas uma noite?

Nesta temporada, pelo tempo apertadíssimo entre os shows, vamos ficar por apenas um concerto para cada dupla.

Como avalia a interacção dos dois músicos na fase pré-show?

Excelente, tal como prevíamos, eles têm uma dinâmica perfeita e um entrosamento especial. A Selda é uma cantora de mão cheia e cai como uma luva na musicalidade de Mukenga.

Pessoalmente, o que mais gosta de ouvir de cada um destes artistas?

Prefiro não destacar nenhuma canção em especial porque gosta de muitas. Filipe Mukenga tem vários sucessos que marcam de forma indelével a música angolana e, inclusive, temas que internacionalizaram a nossa música. E Selda é um presente consagrado e o futuro de mérito garantido. Nada melhor, para ela, do que beber esta experiência de navegar pela musicalidade do mestre. E deixar a sua marca!

Qual a mensagem que a Zona Jovem quer deixar ao final deste concerto?

Veja, a forma como Filipe apresenta-se – aberto à passagem de testemunho, o respeito internacional que granjeia, a volumetria da sua obra e o que representa no nosso mosaico cultural –, enfim, por tudo isso, não tem como não sermos eternamente gratos a este artista e grande homem. O que pretendemos deixar, de todas as formas possíveis, é a nossa homenagem, que pode ser resumida num eterno "Obrigado, Mestre Mukenga!".

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