Elza Soares, estrela maior da música brasileira, celebra esta terça-feira, dia 23 de junho, 90 anos. Nas redes sociais, a artista assinalou a data, contando que, segundo a "lenda", faz anos duas vezes no ano: "Reza a lenda que eu faço aniversário duas vezes no ano. Reza a lenda e rezo eu para agradecer por tanta vida. Para quem passou pelo que eu passei, celebrar durante um mês inteiro é pouco".

"É em 23 de junho ou 22 de julho? Não importa. Eu comemoro as duas datas e nesse ano será o mês todo. É cara, mais uma primavera, mais um 'passaporte' carimbado rumo à próxima década, mas não conto quantos anos tenho. Nunca parei para contar. Ia dar uma trabalheira danada. Há dias em que nem nasci ainda, estou no ventre, em outros acabei de nascer, sei lá. Sou menina, filha do século 21 e mulher feita, tenho a idade de Nefertith. Vou vivendo, reinventando-me e vivendo nos últimos anos, os melhores dias da minha vida", escreveu Elza Soares na sua conta no Instagram.

"O meu muito obrigada por tudo e por tanto, obrigada ao meu São Jorge, à minha mãe Dona Rosália, ao meu pai, 'Seu' Avelino, à minha família, aos meus filhos, às minhas netas e netos, aos meus bisnetos, aos meus irmãos, aos meus empresários, à minha equipa, aos meus músicos, aos meus compositores, aos meus amigos, aos meus fãs, a toda imprensa, à minha gravadora e cada um de vocês que em algum momento da vida dedicaram um minuto seu para curtir a minha arte, a minha vida, a minha história. Vai começar mais uma primavera! Que venha. Estou pronta", sublinhou.

Considerada uma das estrelas maiores da música brasileira e "dama do samba", Elza Soares nasceu no Rio de Janeiro em 1937. Surgiu no programa de talentos "Calouros em Desfile" e gravou o primeiro álbum, "Se acaso você chegasse", em 1959, a que se seguiram mais de três dezenas de discos.

Em 1999, foi eleita pela BBC como a cantora brasileira do milénio.

A brasileira de 79 anos vê o álbum "A Mulher do Fim do Mundo" como um marco "muito especial na carreira", devido à produção e à "banda de luxo" que a acompanhou, composta por jovens músicos, uma "juventude que não está brincando".

Em 2016, a artista editou "A Mulher do Fim do Mundo". Para Elza Soares, o álbum é como um marco "muito especial na carreira", devido à produção e à "banda de luxo" que a acompanhou, composta por jovens músicos, uma "juventude que não está brincando".

"Sempre disse e repito, se eu tivesse um bom produtor como tenho hoje [Guilherme Kastrup] talvez não tivesse uma carreira tão instável. Por tudo isto posso afirmar que este é o álbum da minha vida", considerou.

O disco, um dos mais elogiados pela crítica de uma carreira que começou em 1959, conta com 11 faixas, que foram escolhidas de um total de 50, produzidas durante as gravações, ainda que os temas que ficaram de fora possam ser integradas no próximo registo de estúdio.

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