O grupo homenageado, Bongos, originários do município do Lobito (província de Benguela) abriram o espectáculo, cantando alguns dos seus maiores sucessos, num espaço que era pequeno para as mais de trezentas pessoas que foram prestigiar o evento.
Os Bongos, que foi fundado em 1970, cantaram temas imortalizados como “pagador”, “kuzukuta”, “madalena” e “eyovoko”, recordando as pessoas os tempos áureos, que eram aclamados um pouco por todo o país, com um conjunto de excelentes executantes na arte de tocar de forma a encantar as pessoas.
Subiu ao palco agrupamento Os Kiezos que, aproveitando a animação da plateia com o show animado dos Bongos, exibiu o seu estilo que caracteriza a cultura nacional.
De forma a prestigiar a homenagem, Os Kiezos tocaram temas como "za boba", "muá pangu", "milhorró”, "nguami Ku soba", "kiezu jabu", "monami messene", “kuxingue ngamba”,”Candonga”, entre outros, que fez levantar poeira no espaço, em consequência da frenética animação dos passistas, que animavam a festa.
Os Kiezos convidaram ao palco ainda os jovens promissores do panorama musical Tony do Fumo Júnior e Cristo, que cantaram temas para delírio da multidão que queria comemorar o regresso do Musongué da Tradição, que teve a sua abertura neste domingo.
Um dos momentos mais aguardados foi quando os Jovens do Prenda subiram ao palco, para fechar o evento, onde fizeram uma radiografia pelo seu vasto reportório musical, encantando todas as gerações que se encontravam no espaço denominado de “a catedral do semba”.
Começaram por cantar a faixa “tendinha”, “seguida de “desepero”, “Chiquita”, “nguenda nyubeka” e “longa marcha”, que provocou” um alvoroço entre as pessoas que queriam estar todos na pista, que era pequena para tanta animação e emoção.
Os Jovitos, que completam este ano 50 anos de existência, evidenciaram uma performance musical inigualável, com temas como “makame”, “aubé”, Angélica”, “tia Sessa” ou “samba samba”, que galvanizou ainda mais os “amantes” da boa música nacional.
Os Jovens do Prenda animaram, em parte o show, pela “boa rivalidade” que tiveram com Os Kiezos, na década de 70 e 80, onde os dois agrupamentos disputavam os fãs nos Centros Recreativos e Culturais que existia por Luanda, e outros do país.
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