A cantora, que falava em conferência de imprensa de pré lançamento do seu mais recente disco “De Caxexe”, explicou que, apesar de ser uma súmula do seu vasto interesse cultural, representa a sua contribuição pela escassez de músicas populares do repertório rítmico angolano.

"Apesar do disco trazer 18 músicas, foi difícil abrir mão de outras, porque 10 anos sem produção musical implicou muito conteúdo absorvido, dado que sou uma pesquisadora”, acrescentou.

Trata-se de um disco com 18 músicas trabalhadas a base, maioritariamente, de semba, com incursões na tchianda, kizomba e gospel.

Neste novo rebento, a antiga integrante do grupo musical feminino As Gingas do Maculusso recorreu aos préstimos de Bonga, Xabanu, Guilhermino, Heavy C, Kenny Bus, Dodo Miranda, Sassa Tchokwe Internacional, entre outras referências da música angolana.

A produção musical esteve a cargo de DJ Mania, Heavy C, Chico Viegas e Nelo Paim.

A artista considera era ser este um disco que a levou a fazer uma viagem pelo semba mais conservador, mergulhando na sua origem, passando, também, para uma versão mais moderna e actual.

Mais do que lançar discos, Patrícia Faria realçou o seu compromisso com a qualidade das suas obras, mas lamentou a falta de condições quer financeiras, como de índole emocional e consequentemente criativa, para colocar uma obra no mercado.

“Mercado este que, por sinal, precisa de ser mais inclusivo para os fazedores de arte e não exclusivo a uma certa franja de profissionais do ramo”, realçou.

Cantora e radialista, Patrícia Faria iniciou a carreira como integrante do grupo As Gingas do Maculusso, mas desde 2003, com o lançamento do disco “Emé Kia”, segue carreira a solo.

Em 2009, editou e publicou o “Baza Baza”.

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