O músico angolano e compositor Paulo Fores, que aos 16 anos gravou o seu primeiro disco, em entrevista à revista Lux falou da sua carreira, desenvolvimento e da cultura angolana.

Paulo Flores, que tem animado o público angolano com as suas canções de semba, começou a gravar em 1988 numa altura em que só existia artistas mais velhos como Bonga, Waldemar Bastos e outros afirma que: " Sei que sou uma referência para os artistas mais novos", disse.

Para o grande compositor, sobre a defesa do semba o que lhe é considerado como poema de semba tem a função de um respositório de memória do nosso conhecimento. Acrescentou também que vai inaugurar o "Poema do Semba" em Lisboa um espaço para de culinária e cultura 100% angolana "Vou subir ao palco e muitos outros angolanos que vão passar por aqui, para lembrar a memória do semba", explicou.

O artista que nasceu em Luanda e cresceu ao ritmo do semba, falou do seu ultimo álbum "O País que nasceu meu Pai" que foi dedicado ao pai, e uma espécie de homenagem aos mais velhos, portugueses e angolanos que lutaram por um sonho "Quando ia começar a gravar este disco meu Pai faleceu, então mudei o disco todo", disse.

Acrescentou também que ainda sofre com a perda do pai " É um vazio que fica, mais o que tento fazer é agarrar-me às memorias e aos meus filhos, que também tinham uma forte ligação com o avô", afirmou.

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