Se em cada verso pudermos perceber a magia de um pensar, descobrimos o "açúcar" que a vida tem e o que a música cantada de coração é capaz de fazer. Paulo Flores fala com cada um quando está em palco e foi esse o sentimento que deixou no palco do Lookal São Jorge, na Ilha de Luanda.

Quando a noite de 25 de Setembro já se fazia sentir a brisa do mar e já tentava arrefecer, a voz de Paulo Flores encheu o espaço e aqueceu as almas dos fãs ansiosos por ouvi-lo.

Soube a pouco o espectáculo de uma hora, que Flores preparou. Com idas e vindas entre épocas, velhos e novos tempos, Paulo juntou ao tradicional o clássico, com um quinteto de violinos que a todos deixou "embasbacados".

"Me Leva", "A Carta", "Makiezu" ou "Maniku" foram alguns dos temas que nos "abriram o apetite" nesta hora de jantar, em que o prato principal foi a poesia cantada de quem já nos habituou a boas surpresas.

Com o "Maravilhoso 1972" Paulo "brincou" com a voz e com a cordas dos violinos. Cantou "Coko" de Francó e não faltou "Boda" para quem quis dar bons passos de dança.

Em ambiente de discoteca na praia, com a descontracção que só Paulo sabe transmitir do palco para fora, a voz inspirada que cantou "O Povo" com batuques, "Gêpê" com o berimbau e "Minha Velha", num encore muito chorado pelo público, com a guitarra e o violino, Paulo despediu-se chamando a si próprio "Paulo do desassossego, o mangope da confusão".

Vídeo na rede: Paulo Flores | Boda

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