A posição foi assumida pelo próprio autor dos sucessos “Boda”, “Cherry” e “Cunanga de Amor” durante a conferência de imprensa promovida nesta segunda-feira pela Zona Jovem Produções, colectivo que assina o projecto musical Duetos N’Avenida. Na visão de Paulo, o trabalho actualmente concebido pela classe artística não é digno de ser denominado “arte”, mas sim “projecção pessoal”.

“Nunca estarei completo enquanto os outros estiverem completamente desfavorecidos. Custa-me muito ver tantas luzes para tão poucos desfavorecidos e tantos artistas aplaudidos e confundidos com os aplausos... No fundo, o que eu procuro é olhar para o próximo e perceber que ele se sente uma pessoa digna e inteira, e essa dignidade tem de ser feita por nós artistas também”, declarou ao SAPO.

O astro, que está a poucos dias de fechar com chave de ouro a primeira temporada dos Duetos N’Avenida, numa aguardada parceria com Yuri da Cunha, não dispensou a oportunidade de tornar público todo o carinho que sente pelo colega de profissão: “Se eu pudesse definir o Yuri com uma palavra seria generosidade. Normalmente, desculpamo-nos muito, ajudamo-nos familiarmente e somos mesmo muito próximos, este espectáculo será a celebração da forma como nós apreciamos a música, o país e um ao outro. Cantaremos juntos as nossas canções e homenagearemos alguém (surpresa) que muito nos inspirou”, fez saber.

Duetos N'Avenida

De realçar que os mencionados ícones do semba – Paulo Flores e Yuri da Cunha – vão dividir o mesmo palco em três apresentações na Casa 70, nos próximos dias 6, 7 e 8 do corrente mês.