Conforme explicou o artista, durante o debate ‘Resgate e Inovação do Cancioneiro Angolano e o Papel das Línguas Nacionais para a Identidade Musical’, realizado no último sábado no #AMFÓRUM2018, “é preciso haver um esforço colectivo das pessoas e das instituições de direito no sentido de ensinar as línguas nacionais como ensinam o Inglês”, ou seja, “com música”.

Toty Sa'med afiançou ainda que não se revê no Semba actual. Segundo o músico, as novas roupagens acabaram por “descaracterizar” o estilo, retirando-lhe a verdadeira essência.

Curiosamente, o actual músico da produtora Musseke revelou que continuará a cantar Kimbundu errado até acertar, já que, de cada vez que canta mal, tem a sorte de ser corrigido por alguém. “Eu tenho um disco num Kimbundu mal falado, tudo porque a minha mãe não aprendeu a língua, por supostamente acreditar que é um dialecto feio”, admitiu.