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Para celebrar os 60 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, subiram ao palco os 62 anos de experiência de Waldemar Bastos, trazendo as músicas que marcaram a sua carreira.

O cantor apresentou-se no Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian, na passada sexta-feira, sendo um dos grandes nomes do programa “Jardim de Verão” que assinala mais um aniversário da fundação que há seis décadas dá um precioso apoio à cultura lusófona.

No ambiente, pairava um clima de saudade e uma alegria de reencontro. À hora marcada, Waldemar Bastos deu início à viagem e a plateia, entusiasmada, apertou o cinto e preparou-se para o melhor.

Em plenos jardins da Gulbenkian, que dão nome ao programa cultural que se estende até 3 de Julho, Waldemar começou a percorrer o repertório que o acompanhou em todos estes anos de carreira e de sucessos. “Teresa Ana”, “Mbiri Mbiri” e “N’gana” foram as primeiras canções a ecoar no anfiteatro.

Em palco, a voz cristalina de Waldemar Bastos e a sua guitarra companheira foram acompanhadas por vários músicos, alguns que já fazem parte do seu painel de músicos habitual, mas também algumas caras mais recentes. Eram eles Mick Trovoada na percussão, Eloko N’Djoku e João Mouro na guitarra elétrica e Philip Kanza no baixo eléctrico.

O contraste entre o ritmo e a profundidade das músicas ia alimentando o entusiasmo do público, que ia lançando pedidos de músicas para o palco.
Os temas “Muxima” e “Mungueno” foram acompanhados em coro pela plateia, composta por pessoa das mais diversas idades. A universalidade do cantor e o carinho que reúne entre portugueses e angolanos, principalmente, são características que há muito acompanham o artista e ficaram neste concerto, mais uma vez, demonstradas.

No final do tema “Um Amigo”, o cantor lembrou o poder da música e do amor para unir as pessoas. “Estão a ver como nas canções de amor cantamos todos juntos? É o que nos está a faltar. Mas ainda vamos a tempo de reconstruir”, afirmou.

À medida que o espectáculo avançava, o envolvimento crescia. Surgiam aplausos espontâneos no meio das músicas e o ritmo começava a tomar conta da plateia. Primeiro o abanar do pé, depois o ombro, até que todo o corpo já balançava. Waldemar respondeu com música e mais música, até não restar ninguém sentado.

Podia ver-se nos olhos dos presentes como viajavam no tempo e no espaço regressando à saudosa África em músicas como "Querida Angola" ou "Água do Bengo". E assim passaram, num abrir e fechar de olhos, duas horas de concerto numa viagem pelas música de Waldemar Bastos.

O concerto terminou, como não poderia deixar de ser, em clima de festa com o público a pedir mais e com “Kuribota” a deixar água na boca.

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