O conhecido bailarino e coreógrafo angolano, Anderson Manjenje, que integra o júri do novo concurso “BAI Dança com Ritmo”, recentemente apresentado pela ZAP em conferência de imprensa, defendeu em entrevista ao SAPO a necessidade de haver uma mudança da pesada visão “quase que geral” que se associa à dança.

“Teríamos muito mais bailarinos em Angola se os pais apoiassem os sonhos dos filhos. Existe um certo estigma em torno da dança, o que é muito errado, pois toda e qualquer profissão tem o seu nível de risco. Peço de coração que olhem com bons olhos para a nossa profissão e que entendam que apesar de tudo, é importante dar o devido respeito aos sonhos dos outros”, apelou.

Ainda durante a conversa, Anderson relembrou que tal desabafo surge devido à forma como várias vezes tem sido confrontado.

“Várias pessoas que conhecem-me de facto e sabem o meu nome, questionam-me se não tenho uma outra profissão além da dança, esquecendo-se que a dança é também uma profissão, aliás, a minha profissão. E julgo ser este o único motivo pelo qual sou reconhecido dentro e fora do país hoje em dia. Sinto que este tabu que se atribui à arte, sobretudo à dança, muitas vezes parte do seio familiar, desde o momento em que os pais dão a entender aos filhos que não é possível existirem licenciados, mestres ou doutores em matéria de dança” rematou.

De referir que Anderson Manjenje - juntamente como C4 Pedro, Florinda Miranda e Ana Clara Guerra Marques - será um dos rostos do “BAI Dança com Ritmo”, programa de dança a ser exibido em Janeiro de 2020 no Canal ZAP Viva.

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