Assinada por Fernando Bonassi, Marçal Aquino e Denisson Ramalho, escrita com Marcelo Starobinas e livremente inspirada na obra de Drauzio Varella, a série é uma co-produção da Globo com a Gullane Filmes e a Spray Filmes, tem direcção-geral de José Eduardo Belmonte e direcção de episódios de Belmonte e Fernando Grostein.

Os muros que cercam Adriano diariamente podem explodir a qualquer momento, seja pela efervescência natural daquele ambiente ou pela sua incapacidade de lidar com o que o espera do outro lado. É com este emaranhado de sentimentos e fios desencapados que ele tem de lidar na sua rotina de carcereiro, por vezes confundida com a de um preso.

Por mais que não pareça – e que talvez não acredite mais –, recai sobre ele a esperança de que é possível ser honesto, justo e, acima de tudo, humano, mesmo ali dentro. Aprendeu, na marra, as melhores técnicas de negociação, é quase um especialista em psicologia e nutre a sensibilidade no olhar para identificar uma crise que está por vir. Além disso, usa a sua maior arma para solucionar qualquer conflito: a palavra. Adriano está numa posição constantemente crítica e de completa vulnerabilidade, mas o carcereiro não tem outro instrumento à sua disposição do que o diálogo.

Foi isso que aprendeu com seu pai, Tibério (Othon Bastos), a quem tem o desafio de nunca decepcionar. Tibério foi carcereiro a vida toda, conhece bem o que é estar do outro lado dos muros, entende quais são as dificuldades do filho. Porém, a sua memória e o juízo, hoje, já estão um pouco prejudicados por conta do processo de senilidade que tem-se agravado. Em casa, as coisas não estão melhores, com a relação conflituosa entre a filha Lívia (Giovanna Ríspoli) e a madrasta Janaína (Mariana Nunes), além da própria relação do casal, assombrada com o desejo incumprido de uma gravidez e com o dia-a-dia da vida dentro do presídio.

Para onde quer que olhe, Adriano depara-se com nós que têm-se tornado cada vez mais apertados, mais difíceis de lidar, numa sucessão de conflitos. Com o que ainda tem de paciência e força de vontade, faz de tudo para desatá-los e não se deixar levar pelo sistema. Enquanto não puder usar as chaves da cadeia para se libertar a si mesmo, ele vai viver tão preso quanto as centenas de condenados que o cercam diariamente.

Com ele, estão nessa dura batalha alguns companheiros, comprometidos em maior ou menor escala na causa da recuperação dos detentos. Valdir (Tony Tornado), o veterano da equipa, crê na re-educação desses homens e tem o compromisso próprio de dar aulas de boxe aos presos. É a contribuição que pode oferecer. Juscelino (Aílton Graça), por sua vez, é o director de segurança do presídio. Apesar de certa bagagem, não tem muita habilidade no tracto com o outro, mas, aparentemente, faz o que precisa ser feito dentro do seu trabalho.

Além de Rodrigo Lombardi, Othon Bastos, Mariana Nunes, Giovanna Ríspoli, Aílton Graça e Tony Tornado, o elenco de ‘Carcereiros’ conta com Lourinelson Vladmir, Jean Amorim e Nani de Oliveira e tem participações especiais de Chico Diaz, Caio Blat, Matheus Nachtergaele, Projota, Letícia Sabatella, Carol Castro, Caco Ciocler, Gabriel Leone, Samantha Schmutz, entre outros.

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