Filipe Manuel tem sido muito bem aceite pelo público e tem surgido uma rede de partilhas de vídeos desta personagem, prova de que Costa está a representar bem a história do país.

Para Costa Vilola é difícil ser o Filipe Manuel, que tem como nome de guerra General Foge a Tempo, afirmando que se torna mais difícil ainda ser o Costa e o Momo nas ruas da capital do que na televisão.

“Tenho uma grande dificuldade na rua porque o meu trabalho tem sido muito bem feito, porque quando vou à rua as pessoas olham para mim e não conseguem desligar-se da personagem, está a tornar-se mais forte do que eu e está a invadir a minha privacidade. Na rua, às vezes, já vejo militares a bater continência como se estivessem com um oficial do Exército. Uma das vezes, encontrei-me com um grupo de jovens fardados e, quando me viram, bateram continência. Eu fiquei sem jeito porque existem algumas regras militares que conheço mas é tanta humildade em relação à minha pessoa que às vezes fico um bocado incomodado. Não precisam de fazer isso, principalmente os polícias e os militares”, contou.

“Sempre que me encontro com polícias e militares, tratam-me por general.  Às vezes acabo mesmo por ficar sem jeito, mas está a ser difícil ter de encarnar o papel de general na rua e ter aquela atitude toda. Contudo, estou feliz. Isso mostra que as pessoas gostam do meu trabalho e estou muito grato ao povo angolano, em especial a um grande amigo que é o General Furtado e ao General Paciquix, que são das pessoas que me têm fornecido muitos dados. Sabem também que tenho contado com o apoio do Major Lisboa , da Direção e Pessoal de quadros. Sei que estão felizes porque há muita vontade de contar estas histórias e eles veem em mim uma oportunidade para explicar ao mundo e a Angola qual foi o seu papel na história de guerra e libertação do país.”

Questionado sobre as histórias contadas, Costa garantiu que tudo que é dito durante o programa é verídico e passa por um processo de investigação. “Sou muito ligado à História desde o ensino médio, e, quando fui para a universidade, formei-me em Relações Internacionais. Também aqui aprendi bastante, principalmente na cadeira de Diplomacia Angolana, mas não só. Tive também acesso a documentos muito importantes e aos livros do José Eduardo e outros, gravações do Processo de Luzaka e de Bicesse.”

O humorista sublinhou ainda que, antes de interpretar a sua personagem, já tinha a história de Angola na cabeça.

O humorista reforça que, tanto para ele como para o grupo, a intenção sempre foi resgatar e valorizar a imagem do antigo combatente. “Este é o principal objectivo do grupo, porque sentimos que eles fizeram e fazem muito pelo país e não são valorizados. Ouvíamos todos os dias reclamações na rádio a dizer que não eram respeitados nem pagos e nós sentimos a necessidade de lutar ao lado deles.”

No programa “No Cubico dos Tuneza”, podemos ainda ver as tropelias das personagens Mauro (personificado por Tigre Xieta), Tia Bolinha (Cesalty Paulo), Adão N´Vuenda (Gilmário Vemba), Adão Filipe (Orlando Kicuaça) e Filipe Manuel (Daniel Costa) a serem muito bem recebidas pelos telespectadores que procuram uma boa gargalhada.

Veja algumas “deixas” da personagem Filipe Manuel

*Eu prefiro a morte do que a vingança.

*Cala boca, cão

*Cala boca, bichooooo

*Se continuarem a provocar-me, vou explodir aqui uma granada. Morremos todos e acabamos com isso.

*Hahahahah, aqui está a cheirar pólvora