A princípio, a ABC anunciou o cancelamento da série, mas depois decidiu continuar com todos os outros actores, com exceção de Roseanne Barr. A atriz confessou ter ficado desiludida com a decisão do canal por ter preferido matar a sua personagem e não a perdoar devido ao tweet.

A nova temporada começa três semanas depois do funeral de Roseanne, quando a família fica a saber, de forma surpreendente, que a heroína faleceu de uma overdose de opiáceos, uma das principais causas de morte nos Estados Unidos.

Para suportar a dor de uma ferida no no joelho, Roseanne procura em segredo remédios fortes, nos quais se vicia rapidamente.

No final de maio, a ABC cancelou abruptamente a série depois de um comentário da atriz - uma defensora ferrenha do presidente republicano Donald Trump -, no qual comparava a alta conselheira ao ex-presidente Barack Obama, Valerie Jarrett, que é negra, com um macaco.

Embora a atriz tenha apagado texto e pedido desculpa, a presidente do canal ABC, Channing Dungey, descreveu o comentário como "repugnante e inconsistente com os nossos valores", acabando por despedir Roseanne. A sua agência de talentos, a ICM, também rompeu a relação com a atriz depois do comentário, que considerou "perturbador, vergonhoso e inaceitável".

"The Conners" funciona bem e trata de temas-chave da classe operária dos Estados Unidos. Mas Roseanne, a dona de casa sem papas na língua, faz falta como centro da série.

Além da publicação no Twitter em que frisa que não está morta, Roseanne difundiu um comunicado que critica "The Conners" e principalmente a ABC. Na nota assinada pelo seu rabino, Shmuley Boteach, frisam que ABC desiste "da única série que trata diretamente das profundas divisões" da sociedade norte-americana e que "reúne personagens de diferentes convicções políticas, liderados por uma mulher forte".

"A pesar das sinceras e repetidas desculpas, o canal negou a virar a página sobre um erro lamentável, rejeitando os valores americanos de arrependimento e perdão", enfatizaram.

A popular série "Roseanne" voltou recentemente à televisão em 2018 após uma pausa de 21 anos, com níveis de audiência muito elevados e considerada uma das poucas obras televisivas a dar voz aos republicanos.

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