Antes de ser uma série de sucesso no cinema, «Missão Impossível» era uma saga de imenso êxito na televisão, com sete temporadas entre 1966 e 1973 e ainda um «revival» com duas temporadas entre 1988 e 1990.

Criada por Bruce Geller a reboque da popularidade que os romances e filmes de espionagem tinham na década de 60, «Missão Impossível» centrava-se num grupo de agentes especiais da chamada Impossible Missions Force (IMF), que a cada episódio tinham de efetuar missões secretas contra uma qualquer organização inimiga que colocava a paz mundial em risco.

A estrutura dos episódios era invariavelmente idêntica: a abrir, o líder da IMF recebia uma mensagem gravada com as instruções detalhadas da missão, e que concluía com «a sua missão, caso decida aceitá-la é (...) Como sempre, caso você ou qualquer membro da sua IMF seja apanhado ou morto, o governo negará qualquer conhecimento das vossas ações. Esta mensagem vai-se autodestruir em cinco segundos». E, cinco segundos depois, uma nuvem de fumo indicava o desaparecimento do aparelho emissor do comunicado.

De seguida, o líder retirava dos seus arquivos os ficheiros dos vários agentes e escolhia os que mais se adequavam à missão, embora, à exceção de um ou outro convidado ocasional, os escolhidos fossem sempre os mesmos. As missões em si eram sempre extremamente complexas e envolviam disfarces, «gadgets» ultra-sofisticados e um planeamento milimétrico, sendo sempre resolvidas até ao último segundo.

Na primeira temporada, o líder do grupo era Dan Briggs, interpretado por Steven Hill, um judeu ortodoxo cujos hábitos religiosos se tornaram tão difíceis de conciliar com a agenda de rodagem da série que à segunda temporada foi substituído nessa função por Peter Graves, como Jim Phelps, que permaneceria até ao fim da série e se tornaria o seu rosto mais emblemático.

O resto do grupo principal era composto por Barney Collier (Greg Morris) como o especialista em mecânica e eletrónica, Willy Armitage (Peter Lupus), o homem forte da equipa, Rollin Hand (Martin Landau), o especialista em disfarces, e Cinnamon Carter (Barbara Bain), a sedutora e versátil presença feminina da formação. No final da terceira temporada, Landau e Bain, então casados, deixaram a série numa disputa contratual, e Leonard Nimoy tomou o lugar do primeiro na quarta e quinta temporadas. Sam Elliott, Lesley Ann Warren e Lee Meriwether também fizeram parte da equipa ao longo dos anos.

Tão ou mais mítica do que a série tornou-se o tema do genérico, composto por Lalo Schifrin, que foi na época lançado em single e se tornou um imenso êxito de vendas.

Veja aqui o genérico de um episódio da primeira temporada de «Missão Impossível», em 1966:

Veja aqui o genérico de um episódio da sétima e última temporada da série «Missão Impossível», de 1973:

Na década de 80, houve várias tentativas falhadas de reavivar a série na televisão e só em 1988 é que a nova «Missão Impossível» chegou finalmente aos ecrãs norte-americanos. Da equipa original regressava apenas Peter Graves, agora de cabelo branco, como Jim Phelps, mas o resto da equipa central mantinha as mesmas funções. Nicholas Black (Thaao Penghlis) era o especialista em disfarces, Max Harte (Anthony Hamilton) era o homem forte, Casey Randall (Terry Markwell) era o elemento feminino e Grant Collier (Phil Morris) era o especialista em informática, filho do Barney Collier da série original e também interpretado pelo filho do ator que o encarnava.

A série, apesar de seguir à risca a estrutura da original, teve um êxito bastante mais limitado que a primeira e durou apenas duas temporadas, sendo ainda assim bastante acarinhada por quem a viu na época.

Veja aqui o genérico de um episódio da nova série «Missão Impossível», de 1988:

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