No passada semana, a conta de Twitter de "Patrulha Pata" ("PAW Patrol", no título original), série de animação infantil sobre um grupo de agentes da polícia canina, juntou-se ao movimento #amplifymelanatedvoices, que apela a que as "vozes negras sejam ouvidas".

Nas reações, centenas de seguidores da conta na rede social revoltaram-se contra a série e os seus protagonistas. "Eutanásia para o cão polícia" ou "tirem o orçamento à 'Patrulha Pata'" foram alguns dos comentários dos apoiantes do movimento "Black Lives Matter".

"Isto é uma piada, mas ao mesmo tempo não", escreveu o The New York Times num artigo de opinião. O jornal norte-americano frisa ainda que o esforço para denunciar a "brutalidade policial também significa banir o arquétipo dos polícias bons, que reinam na televisão e nos vídeos virais dos protestos".

Para os que criticam a série, os protagonistas de "Patrulha Pata" perpetuam que apenas existem agentes da autoridade bons. "Faz uma lavagem cerebral a um grupo de crianças para que pensem que a aplicação da lei é uma profissão justa e nobre", defendeu um dos críticos nas redes sociais.

Alguns dos espectadores sugerem que a produção da série infantil faça doações para apoiar o movimento "Black Lives Matter".

Nas redes sociais, centenas de espectadores defendem a produção da série, frisando que as críticas "não fazem sentido" e "são ridículas".

"Patrulha Pata" é uma das séries favoritas do público pré-escolar (e não só) e pode ser vista no Canal Panda. Criada por Keith Chapman, autor de “Bob, o Construtor”, a produção foi a mais vista do canal em 2016 e segue um rapaz e os seus seis cães em aventuras vincadas pela coragem e espírito de equipa.

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