"A exploração agravou as condições de vida das comunidades: perderam terrenos onde praticavam agricultura" e agora chegam a passar fome, referiu, porque "a empresa chegou e retirou as suas terras", descreveu à Lusa.

Armando Nhantumbo falava depois de ter recebido o prémio pecuniário no valor de 2.000 euros, na sede do Sindicato de Jornalistas, em Maputo.

A reportagem publicada em 2017 no semanário Savana inclui a passagem por uma povoação onde a empresa que explora rubis "queimou residências" para a população deixar a área.

Quem reside na zona, "vive de forma sitiada", controlada por uma série de cancelas, numa situação de desrespeito pela lei, acrescentou.

O concurso de jornalismo de investigação foi promovido pela delegação da UE em Moçambique a propósito do dia dos Direitos Humanos celebrado a 10 de dezembro de 2017.

"A imprensa independente é um pilar da democracia", salientou o representante da União Europeia (UE) em Maputo, Sven Von Burgsdorff, ao entregar o prémio.

No evento de hoje participou também o MISA Moçambique, organização de defesa de liberdade de imprensa, que destacou a importância do prémio e da sua continuidade para estimular trabalhos de investigação jornalística.

"Promover os direitos humanos é lutar pela dignidade das pessoas", acrescentou.