A série, inspirada no romance de Margaret Atwood com o mesmo nome, passa-se num futuro próximo, no qual o estado da Nova Inglaterra foi desmantelado por um golpe teocrático do qual nasceu Gilead, um regime tirânico que impõe castigos brutais e onde a violação é um mandato do novo Estado, no meio de uma crise de infertilidade.

O drama vencedor de 11 Emmys, incluindo melhor drama em 2017, e de dois Globos de Ouro, atualmente está na sua terceira temporada, que termina a 14 de agosto nos Estados Unidos.

"Parece-me que foi uma decisão inteligente [continuar a série], porque, depois do final da temporada passada, não conseguiria imaginar como perder algum momento do que acontece depois", disse Elisabeth Moss, protagonista e produtora executiva, ao site The Hollywood Reporter.

"É preciso estarmos ali com ela e passar pelo que ela está a passar. Cada segundo é tão, tão importante. Não dá para saltar nada. É muito importante saber qual é o seu próximo passo. Foi uma boa decisão, e parece-me que a forma como a temporada será retomada será excelente".

Moss interpreta June Osborne, uma das poucas mulheres férteis em Gilead, chamadas de aias, ou "handmaids", que são violadas pelos seus donos - altos membros do governo - numa "política" para repovoar o mundo.

Publicado em 1985, o livro de Atwood é uma leitura padrão em escolas americanas.

As aias também se tornaram símbolo de protesto contra as políticas conservadoras do presidente Donald Trump e dos seus aliados, em temas como o aborto.

A terceira temporada não entrou na corrida às principais categorias dos Emmys deste ano, considerados os Óscares da televisão, mas conseguiu 11 nomeações em categorias técnicas, incluindo melhor argumento para drama e realização.

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